De Okja a Parasita: Conheça a carreira de Bong Joon-ho

Além de contar com o vencedor da Palma de Ouro, a filmografia de Bong é repleta de obras muito bem avaliadas.

 

Se você é daqueles que não resiste a uma boa maratona dos filmes mais cotados para o Oscar, com certeza já ouviu falar de Parasita, longa sul-coreano dirigido por Bong Joon-ho. O diretor, inclusive, recentemente fez história ao tornar-se o primeiro cineasta de seu país a vencer a Palma de Ouro, prêmio mais importante do Festival de Cannes.

No entanto, apesar de só agora tornar-se mais conhecido por parte dos entusiastas da Sétima Arte, Bong já vinha cada vez mais mostrando-se um nome extremamente promissor dentro do mercado cinematográfico contemporâneo. Em 2013, por exemplo, ele se arriscou fora do terreno asiático com a realização do elogiado Expresso do Amanhã, abrindo um espaço considerável dentro da indústria norte-americana. 

Seja você do time que assistiu — e adorou — Parasita, ou do grupo que ainda está ansioso para conferir o filme, aqui vai um guia para que seja possível conhecer mais de perto a premiada carreira de Joon-ho, com obras que retratam desde metáforas lúdicas até comédia e ação desenfreada. Vamos lá? 

CÃO QUE LADRA NÃO MORDE
 

Um filme de comédia dramática que começa a partir do incômodo de um rapaz com latidos constantes do cachorro de seu vizinho — Cão que Ladra não Morde, primeiro longa-metragem de Bong Joon-ho, de 2000, não poderia ser mais simbólico e representativo à forma que a carreira do diretor viria a tomar. Na trama, um professor universitário toma medidas drásticas para cessar os barulhos causados pelos cães, o que acaba gerando um efeito dominó no qual animais começam a desaparecer pouco a pouco.

MEMÓRIAS DE UM ASSASSINO

Três anos após arrancar os primeiros elogios da crítica com sua narrativa fantasiosa e ácida, o cineasta partiu para o campo do suspense policial com Memórias de um Assassino, ambientado no ano de 1986. O filme segue a trajetória de dois detetives novatos que são encarregados a cuidar de um caso misterioso de homicídio, até que se deparam com a possibilidade de estarem lidando com um assassino em série. Em seu segundo longa, Bong já ficou marcado como um dos mais promissores realizadores da Ásia. 

O HOSPEDEIRO

Depois de se sair bem sucedido de seu suspense policial, Joon-ho realizou alguns curta-metragens e participou de projetos paralelos ao cinema, mas em 2006 retornou com a fantasia O Hospedeiro, protagonizado por Kang-Ho Song, que já havia feito uma parceria com o diretor em Memórias de um Assassino. Traçando um paralelo entre relações familiares através da caça a um monstro tenebroso, o filme passeia pelo imaginário de maneira alegórica, o que conquistou ainda mais a crítica especializada. 

TOKYO

Michel Gondry (Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças), Leos Carax (Holy Motors) e Bong Joon-ho: um inegável time de elite. Vindo de lugares diferentes, os diretores juntaram-se para comandar Tokyo, um longa que retrata três segmentos e histórias diferentes ambientadas na cidade que dá título ao filme. Com jornadas que vão do comum e mundano até o fantástico e sobrenatural, a obra foi concluída em 2008 e levou tempo devido à dificuldade de juntar a agenda de todos os envolvidos. 

MOTHER – A BUSCA PELA VERDADE

Novamente disposto a desafiar-se, o diretor partiu para seu drama mais intenso até o momento em Mother – A Busca Pela Verdade. Com uma história densa, cheia de toques de suspense, o filme mostra uma mãe que cuida de seu filho quase como se ele fosse uma criança, até seus 28 anos de idade. No entanto, quando o rapaz é acusado de assassinato e mostra-se praticamente incapaz de se defender, ela vai em busca do verdadeiro assassino para levá-lo aos tribunais. 

EXPRESSO DO AMANHÃ

Após uma trajetória tão premiada na Ásia, Joon-hu conseguiu um acordo para produzir e lançar sua obra mais cara até então nos Estados Unidos, com um elenco majoritariamente norte-americano, incluindo um protagonista com apelo popular (Chris Evans). Realizando uma crítica extremamente ácida e meticulosa ao capitalismo, o diretor apresenta um enredo pós-apocalíptico no qual toda a humanidade foi devastada em consequência de um experimento falho para impedir o aquecimento global, e tudo que resta é um trem separado por castas e classes, que se move 24h por dia. Por pedido do estúdio, que não acreditava no potencial da trama, o filme quase teve apenas metade da sua duração, mas acabou sendo lançado com suas 2h06min originais.

OKJA 

Após o sucesso do longa anterior, o cineasta realizou uma parceria com a Netflix para lançar Okja, um de seus filmes mais divisivos até agora. Estrelado por nomes de peso, como Tilda SwintonJake Gyllenhaal e Paul Dano, o filme gira em torno de uma empresa gigantesca que descobre e aprimora uma nova espécie de animal intitulada de “super porco”. Durante uma década, eles realizam um experimento para colocá-los em várias partes do planeta até que, ao fim, um concurso decidirá o melhor de todos. Contudo, quando uma menina percebe que corre o risco de perder o animalzinho que já virou seu melhor amigo, ela vai até as últimas consequências.

PARASITA

Por fim, chegamos ao filme mais badalado do momento. Parasita conta a história da família Ki-taek, que vive em condições de subsistência dentro de um porão pequeno, sujo, e em péssimas condições. Tudo segue normal, até que o filho adolescente consegue um emprego de professor particular de inglês na casa de uma família rica, o que faz com os Ki-taek bolem um plano meticuloso para que consigam se infiltrar na burguesia. Aclamadíssimo em festivais como os de Toronto e Cannes, o filme chegou aos cinemas brasileiros no dia 7 de novembro. É melhor o Oscar já ir se preparando, hein?

 

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